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Lisboa, 29 de Julho de 2014, 23:53
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Temas para a nova década: A Água - Artigo de Opinião
Por: Paff (0) em 2009-12-25
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Artigo visto 3656 vezes | Acesso Livre

Boa tarde a todos e Feliz Natal,

Aproveito este espaço para abrir ao debate quais os temas que vão estar em cima da mesa e, por consequência, à volta dos mercados para a nova década que se avizinha. Os anos "zero" ficaram claramente marcados pelo terrorismo, pelas tecnologias da informação e o seu impacto nos mercados logo no começar da década, pelo preços da commodities e pela maior crise financeira dos últimos 80 anos.

E agora, que perigos e oportunidades se afiguram para os próximos anos? Será que os sistema financeiro continuará a actuar como sempre actuou, ou, constituirá esta crise o ponto de viragem no capitalismo tal como o conhecemos? Continuo achar que a condição humana é marcada pelo fácil esquecimento, condição essa que é exponenciada em Wall Street.

Como primeiro aporte deixo um texto que escrevi no início do ano para a revista Executive Women, e que retrata um dos aspectos que julgo que mais impacto terá nos tempos futuros. Sintam-se livres de expressar as vossas opiniões sobre este ou outros aspectos que considerem mais relevantes para os próximos anos e, já agora, a forma como o investidor comum poderá deles tomar melhor partido.

Obrigado e continuação de Boas Festas,

Paff

A ÁGUA

1,1 mil milhões de pessoas não têm acesso a água potável. Bastaria por si só esta afirmação para condensar todas as ideias do restante texto. Mais. Num período de apenas 20 anos cerca de 90% da água potável existente estará a ser utilizada, quer para consumo, quer para fins industriais e agrícolas. Naturalmente, perante esta realidade, a temática dos recursos aquíferos, e da sua valorização, será cada vez mais discutida. Como valorizar a água? A que preços? Será que deve ser um directamente transaccionado nos mercados financeiros, como de resto muitas das restantes commodities? Ou será que não pode ser considerada uma commodity per si, e como bem vital, jamais deverá estar exposto aos condicionalismos da lei da oferta e da procura?

Ainda muito recentemente o site do Economist teve a oportunidade de mediar um debate entre os dois lados da barricada. Por um lado, na voz de Steve Hoffman, director da WaterTechCapital, uma firma de investimento e consultoria relacionada à industria da água, é defendida que a valorização do recursos aquíferos através dos preços de mercado é a chave para uma gestão sustentável da água. Actualmente, e de uma maneira geral, os preços são mantidos artificialmente baixos, alicerçados numa ideologia ultrapassada que em última instância tem levado ao desperdício. Segundo Hoffman, as sociedades modernas, devido à sensação de facilidade de acesso à água, acabam por ter com ela uma relação de lascismo, uma vez que o desperdício não é repercutido de uma forma directa nas carteiras de cada um. Ao contrário do globalmente aceite, a água não pode continuar a ser trata como se de um bem público se tratasse. Um bem público define-se na sua essência pela não-exclusividade e não-rivalidade. O acesso á água certamente que não o é. Hoffman defende que este enviesamento da valorização tem de ser combatido, quer através de tarifas que repercutam na sociedade os custos associados à exploração e distribuição, quer pela criação de mercados da água, semelhantes aos já existentes para as restantes commodities.

Do outro lado da mesa surge a professora Vandana Shiva, directora da Research Foundation for Science, Technology & Natural Resource Policy, sediada em Nova Deli. Ela contrapõe que preços mais elevados não farão diminuir o consumo. Pelo contrário, o consumo luxuoso dos mais ricos aumentará, ao passo que os mais pobres verão privado o seu acesso ao consumo mais básico. Nos mercados da água, a água perderá o alto valor social e ambiental que tem (com baixo valor de mercado), passando a ter um baixo valor ecológico e social, e regendo-se pelo seu valor em qualquer das divisas em que seja transaccionada. Na sua opinião, os mercados têm falhado de forma sistemática na internalização dos custos sociais e ecológicos, e assim, tem agravado a não sustentabilidade e a inequalidade de acesso.

Perante isto, qual o caminho que deve ser traçado?

Pessoalmente acho que o momento actual não poderia ser mais apropriado para uma discussão séria deste problema. Porque, trata-se de facto de um problema. Este ano até não tivemos grandes dificuldades relativas a falta de água, mas é ponto assente que é uma questão de tempo até à próxima seca, e aí, a discussão recomeçará. Os medíocres dias que vivemos apontam para algumas mudanças de paradigma, nomeadamente na relação do Estado com os mercados financeiros. Maior intervenção, mas acima de tudo, maior controlo e regulação são ideais esquecidos, que a ganância a avidez do lucro colocaram de novo na ordem do dia. Esta mesma regulação e controlo terão, a meu ver, um papel fundamental na temática da gestão dos recursos aquíferos. A solução desta contenda passará possivelmente por uma actuação híbrida nos mercados. Por um lado, enquanto bem vital, a água terá de ser acessível a todos, a começar pelos mais desprotegidos. Contudo, e de facto, chegou-se a um ponto de uso desregulado, com uma valorização artificial dos recursos em determinadas comunidades. Julgo que o Estado tem aqui um papel regulador fundamental, quer ao nível da valorização, quer no que concerne à exploração e distribuição. Poderá eventualmente ser criado um mercado de água, mas com o agente Estado com um papel central. A prazo, a privatização dos mercados poderá até ser desejável, ainda que o modelo financeiro tenha que ser repensado. O actual modelo de mercado mostra-se absolutamente desaconselhado, sendo que na minha opinião, o conceito de alavancagem jamais deverá fazer parte desta história. 

Entretanto, enquanto investidores, não temos que ficar necessariamente à espera que estes mercados surjam. De forma indirecta, eles já existem há muito. Empresas como a Veolia ou a Suez são já players globais ao nível da exploração, tratamento e distribuição de água. Por exemplo, a Coca-Cola, têm gastos anuais de água na ordem do inimaginável, sendo que por graça muitos a consideram na sua essência uma empresa de venda de água engarrafada.

Qualquer um de nós poderá facilmente investir em qualquer um destes players, ainda para mais com a possibilidade de entrar no mercado a preços certamente convidativos. Ainda assim, talvez a mais imediata, sensata e directa forma de ganharmos passará pela utilização racional da água que sai daquela torneira lá de casa.

Paff

Nota: os comentários apresentados são meramente artigos de opinião do autor, não devendo em nenhuma circunstância ser entendidos como recomendações de compra, de venda, de sugestão estratégica ou de aconselhamento financeiro.

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