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Disclaimer: O Clubeinvest.com informa que nenhuma da informação aqui facultada deverá alguma vez ser entendida como conselhos ou recomendações de qualquer tipo de transacção, investimento real ou estratégia, todas as publicações presentes representam apenas a opinião pessoal dos seus autores. Exclui-se, expressamente, quaisquer responsabilidades por eventuais erros nas conclusões resultantes da leitura de artigos aqui publicados e das decisões adoptadas pelos utilizadores. Para obter apoio na gestão dos seus investimentos deverá estudar exaustivamente os activos, decidir por si próprio ou recorrer a Instituições Financeiras credênciadas pela CMVM.
Que corretora usar para investir nos EUA? - Update
Por: Diogo Castro (0) em 2010-08-24
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Artigo visto 11401 vezes | Acesso Livre



Que corretora usar para investir nos EUA?


A escolha de uma corretora para investir nos Estados Unidos deixou de ser um tema muito debatido entre os investidores desde que os principais Bancos e Corretoras Nacionais começaram a disponibilizar acesso ao Mercado Americano nos seus serviços de corretagem. 

A maior parte dos pequenos investidores dá-se por satisfeita pelo simples facto de ter acesso a WallStreet, e de saber que podem comprar e vender acções em Nova Iorque a partir do seu Banco ou Corretora em Portugal. Em alguns casos, os trades que executam em NY contam-se pelos dedos o que poderá de facto tornar irrelevante a ponderação de outras escolhas, no entanto começam a haver muitos investidores que concentram a maior parte da sua actividade de trading no mercado Americano e casos de Investidores que planeiam passar a operar mais nos EUA, nesses dois últimos casos penso ser importante ponderar o assunto.

Eu pessoalmente faço cerca de 90% das minhas operações em Bolsa no mercado Americano, e para estas operações faço questão de estar "bem servido", entenda-se, com eficiência técnica, seriedade, segurança, leque de escolha alargado e obviamente com um preçário bom em termos de preço/qualidade. 
Sou também apologista que um trader não pode ter uma postura comodista, deve pelo menos procurar sempre que possível informação sobre condições de negociação alternativas, falando por mim ao longo dos últimos 10 anos já mudei umas quantas vezes de corretora, algumas dessas mudanças não foram por estar insatisfeito, mas pelo simples facto de descobrir alternativas melhores. 

Neste contexto, resolvi pegar em 4 das corretoras mais populares em Portugal entre os pequenos investidores e em 3 reputadas corretoras Americanas, e compara-las no que toca a investir nos EUA. 

As corretoras nacionais escolhidas para a comparação foram:
Orey iTrade
Best Trading Pro
Go Bulling Pro
Bigonline

Quanto às corretoras americanas escolhi 3 entre corretoras que conheço bem e onde negoceio ou negociei:
TD Ameritrade
Zecco
Interactive Brokers 

Sem entrar muito nos detalhes operacionais de cada uma das corretoras nacionais, a Orey, a Best e a Go Bulling utilizam a mesma plataforma (Saxobank) para Acções, CFDs, Forex e Futuros, a BigOnline tem um modelo próprio no que toca a acções e uma plataforma da CMC Markets para CFDs. 
Todas elas apresentam genericamente preçários interessantes para a negociação do mercado nacional de acções, e são muito provavelmente boas opções para negociar o mercado nacional, embora não seja esse o tema desta comparação. 
Uma nota negativa para o facto de todas elas estarem demasiado focadas na promoção dos CFDs junto dos pequenos investidores, embora esse também não seja o tema deste comentário e que por si só dava "pano para mangas" (talvez noutro artigo).

Indo agora mais directamente ao assunto, e começando por 2 factores importantes na escolha de uma corretora para negociar nos EUA:

Diversidade de Escolha
Acesso a TODAS as mais de 20,000 acções Americanas cotadas no Nasdaq, NYSE, AMEX e OTC.
O mercado Americano é essencialmente atractivo pela grande diversidade de empresas e sectores, não pela quantidade em si mas pelo facto de ser literalmente possível encontrar empresas exactamente com o perfil que procurarmos, existem centenas de acções em cada sector desde micro-empresas a mega-caps, empresas falidas, empresas em crescimento exponencial, empresas em sectores de ponta que nem sabemos que existem, empresas ADR de todo o mundo, ETFs variadíssimos, e todas as semanas entram novas empresas em negociação, paralelamente existe também o mercado Canadiano com muita diversidade. Quem investe nos EUA, fá-lo essencialmente para ter esta "liberdade" de escolha, onde é possível encontrar o gráfico perfeito ou o perfil fundamental exacto.

Short Selling de Acções
Possibilidade de utilizar uma conta Margem para fazer Short Selling directamente em Acções.
Outra das grandes vantagens do mercado Americano é a facilidade de se fazer Short Selling (venda a descoberto) sem qualquer problema. Ao contrário do nosso mercado nacional, nos EUA é permitido fazer-se short selling em milhares de acções, para isso basta apenas ter uma conta margem numa corretora.

No contexto destes 2 pontos temos a seguinte comparação:



As corretoras Nacionais falham nestes pontos:

- Apesar de terem já muita diversidade e alguns milhares de acções Americanas, não tem todos os activos cotados nos EUA especialmente se forem OTC ou acções muito recentes. Eventualmente se descobrirmos uma acção que não está disponível nas plataformas Nacionais e se contactarmos o backoffice da corretora eles poderão disponibilizar esse activo mais tarde, mas não deixa de ser uma limitação desagradável... Imagine-se um investidor que identifica uma determinada Acção que quer comprar e não está disponível, tem de contactar a corretora, tem de esperar que alguém a disponibilize no sistema, e entretanto poderá simplesmente perder o seu timming.

- Impossibilidade de short selling em Acções, nenhuma das 4 corretoras nacionais permitem o short selling directo em acções, alternativamente fornecem acesso a milhares de CFDs que para além de terem spreads bastante desvantajosos contra o mercado à vista, induzem o investidor menos experiente a alavancar o seu capital. Os CFDs não são na minha opinião uma alternativa válida para quem está focado em Acções e quer trabalhar do lado Short, ao usar os CFDs o investidor deixará de estar em acções e passará a negociar derivados com alto nível de alavancagem, uma coisa leva a outra e é normal ver-se investidores sem qualquer perfil para derivados a perderem as suas poupanças no mercado de CFDs, simplesmente porque deveriam estar a negociar acções e não derivados altamente alavancados.

Saltando agora para outro ponto muito importante: Comissões

Comissões competitivas.
Não só para o mercado Americano, mas em qualquer tipo de negociação parece-me importante ter em conta os custo de negociação. É suposto termos um preçário adaptado ao nosso estilo de trading e não um estilo de trading adaptado ao preçário.
Um bom preçário é aquele que permite a um investidor negociar sem pensar muito nas comissões, que lhe permita flexibilidade para diversificar sem problemas a sua carteira e mobilidade para abrir e fechar as suas posições sem pensar muito nos custos associados. Isto é o essencial, contabilizar os custos anuais em comissões e tomar conhecimento de condições alternativas de negociação ajuda a manter a perspectiva.

Cada uma das corretoras tem o seu preçário e é por vezes complicado fazer comparações pela tabela, usando os tarifários standard de cada corretora optei por fazer 4 comparações, onde escolhi 4 acções de diferentes tipologias e 5 posições distintas para desta forma comparar o custo de cada uma das operações em todas as corretoras:

Acção 1: CSCO (Cisco Systems)
A CSCO é um bom exemplo de uma acção fortemente negociada nos EUA com cotação perto dos $20 por acção.



Acção 2: TMRK (Terremark Worldwide)
A TMRK é um exemplo de uma acção cotada entre $5 e $10 no sector tecnológico.



Acção 3: C (Citigroup)
A Citigroup reprenta um exemplo para uma acção cotada no NYSE entre $1 e $5.



Acção 4: GNBT (Generex Biotechnology)
A GNBT serve de exemplo para uma empresa cotada abaixo de $1 no sector tecnológico.



Olhando para cada um dos 4 exemplos de corretagem nota-se sempre preços muito mais atractivos nas corretoras Americanas independentemente do perfil de posicionamento em questão.

Em Portugal, a corretora (entre as comparadas) que me parece ter um preçário mais vantajoso para negociar nos EUA é a Bigonline devido ao flat-rate até aos 10,000USD de 14.95$ por negócio, em relação à Orey, Best e Go Bulling apresentam preços que só conseguem competir (com a Bigonline) em posições não superiores a 10,000USD.

Nos EUA, a Zecco poderá ser uma opção interessante como primeira corretora estrangeira para quem está a começar, especialmente se abrir conta com um montante reduzido. Interactive Brokers é a minha corretora de eleição embora seja direccionada para investidores mais avançados. A TD Ameritrade é também bastante popular embora em termos de comissões não consiga competir com as outras duas.

Em termos práticos:

- Um investidor que tenha uma carteira por exemplo de 25.000 USD e que a diversifique por 10 posições de 2.500 USD, (vamos supor que são posições em acções com cotação superior a $10), irá gastar em Portugal não menos do que $140 para abrir as suas 10 posições ou $280 se incluirmos os custos de fecho, quando poderia fazer o mesmo nos EUA por pouco mais dos que $20 (incluindo entrada e saída). Se a carteira for composta por algumas acções cotadas abaixo de $5 ou mesmo abaixo de $1, estes custos irão subir bastante pelo menos nas 3 primeiras corretoras Nacionais (Orey, Best e Go Bulling).

- Um investidor que faça uma média de 5 negócios por mês (60 por ano) e que corresponde a um perfil que nem sequer é muito activo, irá provavelmente gastar perto de $1000 em comissões nas corretoras nacionais, isto se não negociar montantes muito altos por trade nem estiver focado em acções de baixa cotação, dado que nesses casos poderá gastar muito mais. Com o mesmo perfil é possível a um investidor gastar anualmente entre $60 e $250 usando corretoras Americanas.

Opinião Pessoal:

Sinceramente, não me parece viável investir activamente nos EUA através de uma corretora Nacional, para além de várias desvantagens identificadas como a ausência de todos os activos disponíveis no mercado Americano e a impossibilidade de operações short em acções, os custos de corretagem são demasiado elevados para permitir a um pequeno ou médio investidor operar de forma optimizada (capacidade de diversificar, flexibilidade, mobilidade, sem grandes penalizações em termos de custos de corretagem).
Na minha opinião, as corretoras Nacionais devem ser apenas apenas vistas como uma opção para investir nos EUA por investidores com um perfil muito pouco activo onde os seus negócios nos EUA representam apenas uma pequena fracção dos seus negócios, fora isso, penso que qualquer investidor que aspire a uma especialização no mercado Americano deverá procurar investir directamente por uma corretora Americana, os 3 exemplos que dei de corretoras Americanas não são de maneira nenhuma recomendações, a escolha de uma corretora é um processo que deve ser feito por cada um, analisando os prós e os contras.

Bons negócios,

Diogo Castro
www.clubeinvest.com
  

Nota: os comentários apresentados são meramente artigos de opinião do autor, não devendo em nenhuma circunstância ser entendidos como recomendações de compra, de venda, de sugestão estratégica ou de aconselhamento financeiro.

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