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Lisboa, 28 de Março de 2017, 16:51
Disclaimer: O Clubeinvest.com informa que nenhuma da informação aqui facultada deverá alguma vez ser entendida como conselhos ou recomendações de qualquer tipo de transacção, investimento real ou estratégia, todas as publicações presentes representam apenas a opinião pessoal dos seus autores. Exclui-se, expressamente, quaisquer responsabilidades por eventuais erros nas conclusões resultantes da leitura de artigos aqui publicados e das decisões adoptadas pelos utilizadores. Para obter apoio na gestão dos seus investimentos deverá estudar exaustivamente os activos, decidir por si próprio ou recorrer a Instituições Financeiras credênciadas pela CMVM.
Sobre o Endividamento Nacional - Artigo de Opinião
Por: Garfield (0) em 2012-03-07
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Artigo visto 7585 vezes | Acesso Livre

Os problemas com que o país se depara têm causas e raízes bem mais profundas do que aquilo que salta à 1º vista. E, goste-se ou não, há que fazer um mea culpa abrangente. Começando por todos nós, cidadãos, enquanto trabalhadores, pensionistas, eleitores, estudantes. 

O 25 de Abril foi um ponto de viragem no país mas a partir desse ponto, houve um pequeno problema. É que muitos fizeram a festa mas depois, poucos se lembraram que era preciso fazer a manutenção do salão de festas.

A sociedade civil é pouco participativa e, sobretudo, mal formada. Atrevo-me a dizer que, em grande medida, até faz gala em sê-lo. Afirmações como "os políticos são todos iguais", "para quê votar", "A, B ou C são corruptos porque chegaram ao poder" são por demais comuns e transversais. Se, por um lado, têm um fundo de razão, por outro, são demasiado básicas e, sobretudo, servem de desculpa para assobiar para o lado. 

O Português, quando se sente motivado, tem uma capaciadade fantástica para trabalhar, para evoluir, para contrariar as probabilidades e limitações. Mas falta-lhe o resto. O próximo passo para a evolução social - a participação.

A cultura da exigência deve começar em cada um de nós. E deve sêr coerente. O indivíduo tem que começar por ser exigente para consigo próprio e, a partir daí, ter idoneidade moral para exigir aos outros. Só que este é um caminho árduo, longo e, apesar de sêr essencial se queremos ter um país diferente, não é a solução imediata.

A comunicação social não tem ajudado. Tirando raras e honrosas excepções, a comunicação social têm-se pautado pelo encaixe basista e situacionista ao esquemazinho político-partidário vigente. Excluo daqui o Jornal de Negócios, que se tem pautado por uma objectividade e abrangência que vai para além do que o que o seu título poderia supôr. Gostei muito do trabalho do Sérgio Figueiredo e tenho igualmente apreciado muito o trabalho do seu sucessor, o Pedro Guerreiro.

Isto não são divagações. O nível de evolução de uma sociedade expressa-se em tudo. Nos seus representantes políticos, na sua comunicação social, na sua participação em actos eleitorais. Até nas suas representações sociais, quer sejam sindicatos, associações de pais, de consumidores... 

Para que o país saia deste buraco é preciso haver uma verdadeira mobilização social. Ampla e abrangente. Com discursos políticos sérios, sensatos, transparentes. Impossível ? Só se se quiser. Nós temos os políticos que queremos. Ou os que quisermos. 

Eu acredito que há pessoas com formação e capacidade para fazer melhor e diferente. Que não têm espaço político porque a própria sociedade não o permite. Um exemplo: as supostas regalias que os políticos usufruem deveriam ser restringidas ou ampliadas ? Se se fizer uma sondagem, a maioria dirá "restringidas". Como se o problema estivesse nas regalias e não nas pessoas. 
Há quem acredite na causa pública, quem queira trabalhar para ela e por ela. E, enquanto cidadão, tenho que defender a criação de condições que permitam que quem se candidatar a fazê-lo, o possa fazer sem receios de outra ordem. A gestão da coisa pública implica lidar com múltiplos interesses e fontes de pressão e eu tenho que garantir condições básicas a quem a gere para o fazer com isenção, honestidade, seriedade e sentido de Estado. Só assim poderei exigir desses gestores. 

Mas também tenho a obrigação de exigir! De acompanhar, de questionar! E isso poucos fazem! 

Voltando à questão económico-financeira, creio que, para o curto/médio prazo só teremos uma solução de saída: a captação de investimento externo.
O consumo privado interno está em queda e irá permanecer deprimido durante os próximos anos. A capacidade de investimento do Estado é residual. Então, o que é que se poderá fazer ? 

Olhando para Portugal do ponto de vista geo-estratégico europeu e mundial, temos algumas condições para o fazer mas teremos que implementar outras com carácter de urgência. 
Neste momento, Portugal é uma ilha. Uma ilha constituída por uma faixa desenvolvida com pouco mais de 20 km de largura, com parcas e pouco eficientes comunicações para o exterior. 
Neste momento, creio que seria estratégicamente fundamental a implementação urgente e sensata de uma rede de transportes focada para o transporte comercial que potenciasse o transporte marítimo. O país tem condições imbatíveis para competir a este nível e tornar-se na verdadeira porta de entrada/saída comercial da UE. 
Investimento logístico em eixos estruturados assentes na bitola europeia e nos actuais portos nacionais atrairiam rapidamente investimento europeu nos mesmos. 

Ao atraír investimento nesta área, potenciariamos, não só, o consumo interno por via da aquisição de produtos em território nacional por parte de empresas que criariam/deslocariam para cá unidades logísticas, como dariamos novo fôlego ao sector industrial na área da cosntrução/reparação naval. 
Mais, atraindo essas empresas, seria um 1º passo para captar as atenções e interesse em start-ups nacionais.

Um 2º eixo seria a implementação de uma nova reforma agrícola. Que eu tenha conhecimento, ainda não foi efectuado nehum estudo credível, amplo e profundo sobre a aplicação dos fundos comunitários dos últimos 20 anos. Pessoalmente, eu gostaria de saber se os fundos permitiram um desenvolvimento estruturado das explorações agrícolas ou se apenas serviu como subvenção momentânea das mesmas. 
Muita da nossa agricultura está mal concepcionada, mal orientada, ma dirigida e mal formada.
Uma reforma neste âmbito teria que começar pela formação de novos quadros e pela criação de uma verdadeira cultura empresarial. Mais importante do que produzir, é produzir bem e vender ainda melhor. Mais importante do que produzir bens agrícolas é saber até que ponto há espaço para a criação/suporte da transformação desses bens em produtos que aumentem o seu valôr.

Um exemplo: Portugal tem condições extremamente favoráveis para a produção na área florestal. Nomeadamente, frutos secos. Os países nórdicos são grandes consumidores de frutos secos. No entanto, quem se dirigir a uma superfície comercial do grupo Sonae, irá constatar que estamos a importar frutos secos dos EUA! 
Agora, expliquem-me lá como é que é possível que um país, com salários mais elevados que os nossos, com custos logísticos associados enormes, consegue colocar cá produtos desta natureza no nosso mercado. 

Essa reforma poderia passar pelo programa da bolsa de terras mas com uma estrutura, lógica e sentido mais profundos do que a declaração de intenções da Assunção. A idéia do Ministério é boa. Pena é que apenas se trata de um programa com moldes muito limitados, básico e, atrevo-me a dizer, condenado à inconsequência.

Isto são apenas pequenas considerações, muito pessoais. Até poderei estar profundamente errado no que afirmo e visiono. Não sei. Apenas sei que, actualmente, o que se está a fazer não chega e nem chegará. Está à vista de todos. Mas ninguém se mexe...

Cumprimentos
Garfield

(Publicado no Fórum do Clubeinvest neste link)

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