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Lisboa, 21 de Fevereiro de 2019, 14:38

Autor Tópico: A crise.E se os Portugueses pedirem aos estrangeiros (FMI) para nos governarem ?  (Lida 99631 vezes)

Offline serpim

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  ... pegou nos 100€ e pagou a divida à prostituta que foi pagar a divida no Hotel.


O problema é que aqui no nosso tugal o dinheiro fica todo nos bolsos dos filhos da prostituta ;D

Offline areis1

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Exatamente...
Logo, vai para a Suissa e não circula mais.
Logo, não há crescimento.
Mas as despesas são as mesmas.
Logo, voltamos a pedir os 100, que são nossos, emprestados.
Passamos a dever os 100, mais os juros.
E por aí além.
Apenas os filhos das prostitutas não perdem o valor.
AR

Offline Garfield

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Boas. Depois de ler alguns comentários, confesso que não resisti a fazê-lo também.

Antes de mais, uma noção básica - um indivíduo, empresa ou Estado necessita de financiamento extraordinário por 2 razões:
i) por necessidade de um qualquer projecto de investimento
ii) porque os proveitos (receita) são inferiores aos encargos (despesa).

Posto isto, o valor nominal das receitas é indiferente para a discussão em foco. Basicamente, o que aconteceu a Portugal, à Grécia, etc., foi a ocorrência das razões apontadas acima.
Quando se coloca a questão em termos de “não pagar juros é ganhar”, em certa medida, é verdade. E só se paga se não se tiver outro remédio. Partindo do pressuposto de que não se teria recorrido a financiamento externo, e tendo em conta o facto de que o Estado não tinha receitas suficientes para cobrir as despesas, o que eu pergunto é: quem é que estaria a “arder” neste momento ?
Creio que esta questão é mais do que óbvia! Alguém iria deixar de ser pago! Provavelmente, os que não fossem pagos também iriam deixar de ter condições para pagar a terceiros. E por aí fora! Alguém tem noção do que é que isto geraria, no imediato ? E, já agora, alguém me pode explicar qual seria a motivação para trabalhar e/ou investir em quem não cumpriu as suas obrigações financeiras para com quem cumpriu, trabalhou, investiu ?

Continuando. Há uma certa moda muito em voga nos dias de hoje, para se diabolizar o financiamento externo, apesar da necessidade atroz do mesmo. Ora, a diabolização de quem nos empresta o dinheiro não está no acto do empréstimo em si mas na chatice que é ter que pagá-lo. E está a ser convenientemente manipulada para evitar que se discuta e, sobretudo, se assuma uma coisa: responsabilidades.

Analisando o caso da Grécia, chamo a atenção para alguns factos curiosos. Era dos países da UE com um dos mais baixos índices de horas de trabalho efectivas, com um dos mais baixos índices de produtividade, com um dos mais baixos índices de aplicação estruturada das ajudas externas, com um dos maiores rácios de funcionários públicos, com o maior índice de pensionistas (até os filhos dos funcionários públicos tinham direito a uma pensão em caso de morte do trabalhador), com um dos mais baixos índices de eficácia fiscal, com um dos maiores orçamentos relativos para as Forças Armadas que, por sua vêz, estavam assentes num esquema de benefícios e remunerações escandalosos, com um dos maiores índices de corrupção da OCDE… Shall i go on ?
Como é que se explica que os gregos tenham deslocalizado, nos últimos 12 mêses, capitais/poupanças privadas para fora do país, num montante que ultrapassa 3x a dívida pública grega ?!!!

Curto e grosso, e perdoem-me a expressão, andaram a “mamar forte e feio na vaquinha” enquanto ela estava gordinha! E agora estão todos chateados porque esqueceram-se que era preciso alimentar a vaquinha, faze-la procriar, enfim, criar condições para sustentar o seu modo de vida.
Era insustentável ? Provavelmente. Pelo menos, é a conclusão imediata a que se pode chegar. Mas andaram a assobiar para o lado, não andaram ? Então, agora… Pois, agora resolveram achar que os culpados são os outros porque estão a emprestar dinheiro em vêz de o oferecerem. E, mesmo oferecendo algum, até se chateiam!

Voltando à questão do financiamento, não vale a pena estar com grandes argumentações. Sim, países como a Alemanha, França e Holanda estão a dominar estas questões mas também são eles que estão a pagar do bolsinho deles os disparates dos outros! E quando falam no quanto vão enriquecer à conta disto, eu pergunto duas coisas: é verdade ou não é que os juros só não estão ainda mais altos devido às intervenções no âmbito da Zona Euro ? E, relativamente ao empréstimo à Grécia, qual é o montante total envolvido no haircut do 1º empréstimo ? Já agora, para quem não quiser fazer contas, são 100 mil milhões de euros acrescidos de cerca de 80 mil milhões de juros que também não serão pagos. Totaliza mais do que o valor nominal do restante do 1º empréstimo somado ao 2º.

E depois temos aquelas soluções paladinas, de fechar Portugal à EU. E, já agora, ao resto do mundo. Vamos impedir as importações, taxando-as, e aumentar agressivamente as exportações. Aliás, vamos impô-las! Sim, porque, por um lado, nós somos um país auto-suficiente, que produz tudo e um par de botas também! Mas sobretudo porque os tipos têm um medo de nós que se pelam ou então pelos nosso lindos olhos! Sim, porque a nossa representação de 0,75% da economia da EU deixa-os aterrorizados com aquilo que possamos ou não fazer! Eles é que precisam de nós como do ár que respiram! E mais, se os tipos não se quiserem deixar subjugar por nós, teremos sempre aquela solução brilhante e digna na manga: receber o dinheiro e não pagar!

Nada como juntar às mui dignas memórias do Povo Português, povo aventureiro, audaz, que foi pioneiro nos Descobrimentos, trouxe novos mundos ao Mundo, grandes marinheiros, outrora maior potência mundial (!) e… agora caloteiros! Fantástico! Já estou a vêr um novo jovem e brilhante Camões a preparar-se para escrever a próxima grande obra da literatura portuguesa: Os Lusíadas – Part two (de grandes marinheiros a grandes caloteiros em 10 lições). Convenientemente escritas em oitavas decassilábicas, para não se correr o risco de se perder o respeito e consideração pelo passado…

Quanto à muito conhecida fábula do turista que paga a caução, creio que apenas por ingenuidade ou desconhecimento é que se poderá apresentar tal como modelo de revitalização da economia. A economia da aldeia voltou a funcionar ? Como ? Alguém me quer explicar isso ? É que, vejamos:

Um indivíduo faz um contrato que pressupõe a aquisição de um serviço, adiantando, para isso, um determinado montante. O 1º contratado usa esse dinheiro para saldar uma dívida decorrente de uma aquisição de produto/serviço a um 2º contratado e por aí adiante até à 5ª contratada (ora aqui está um termo giro para designar a menina, muito mais eclético que call-girl, prostituta ou… ou!) que termina o ciclo saldando um serviço contratado ao 1º. Mas que ficou sem o dinheiro porque o contrato foi rescindido não tendo, por isso, vendido os seus serviços.

1ª questão: houve crescimento real da economia local ? Ou mera circulação financeira ?

Essa história acaba por estar incompleta. O dono do hotel não vendeu uma dormida, logo, não pôde pagar à prostituta, que fazia um ganchito como empregada de quarto (não, não era o Sofitel). Mais, o merceeiro, o barbeiro, o talhante, o trolha e até, novamente, o dono do hotel, acabaram por ficar a dever ao fisco os impostos referentes aos ganhos auferidos. Como não houve input real na economia local, não houve crescimento efectivo da mesma. Para quem não se apercebeu, esta é uma descrição simplista do actual cenário económico-financeiro da China e que explicará bem porque é que a economia chinesa corre o risco de implodir violentamente.

Opinião meramente pessoal
Cumprimentos a todos

Garfield
As opiniões e partilhas de informação expressas por mim são meramente pessoais e não constituem, em momento algum, recomendação de investimento.

Offline serpim

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Bom dia,
Garfield, concordo plenamente com a sua analise.
Tudo isto bem comprovar que grande parte do que tem sido exigido pela troika e feito pelo governo está errado, é demais evidente que não podiamos continuar a viver da mesma forma, mas quem tenta parar uma locomotiva com a mão, é abalroado e é o que tem acontecido com a nossa economia, estrangular desta forma a nossa economia só vai dar maus resultados, só quem não anda no mercado é que não sente as dificuldades e não se apercebe que a maioria das pessoas e empresas estão completamente asfixiadas com a austeridade, para que adianta cortarmos na despesa por um lado e depois gastar o dinheiro dos cortes em prestações sociais com o agravante de se deixar de cobrar impostos. No final de tudo isto, vamos continuar a ter dividas aos exterior, e vamos ter a nossa economia completamente esfrangalhada. As micro e pequenas empresas são quem sustentam a grande parte dos postos de trabalho e essas não têm capacidade exportadora, logo estão completamente dependentes do mercado nacional e esse está muribundo essas pequenas empresas acabarão por fechar, eliminando os postos de trabalho (mais prestações sociais) deixando de pagar impostos (menos receita fiscal).
A ideia do aluno bem comportado não tem satisfeito os mercados, por isso está na hora de alterar a rota seguida. Mas será que temos politicos, cá e na UE com vontade, á altura e com visão suficiente para mudar o rumo da situação ?? Será que temos uma comunicação social preocupada com estes problemas e com disponibilidade para debater estes temas, ou está mais interessada em quem assina as propostas do CREN ou se um qualquer mediático está com gripe, etc.

Offline Garfield

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Boas, serpim.

Efectivamente, é mesmo assim como está a afirmar. Já Quino dizia brilhantemente através do seu alter ego, a Mafalda, que o que é urgente raramente deixa espaço para o que é importante.

Os problemas com que o país se depara têm causas e raízes bem mais profundas do que aquilo que salta à 1º vista. E, goste-se ou não, há que fazer um mea culpa abrangente. Começando por todos nós, cidadãos, enquanto trabalhadores, pensionistas, eleitores, estudantes.

O 25 de Abril foi um ponto de viragem no país mas a partir desse ponto, houve um pequeno problema. É que muitos fizeram a festa mas depois, poucos se lembraram que era preciso fazer a manutenção do salão de festas.

A sociedade civil é pouco participativa e, sobretudo, mal formada. Atrevo-me a dizer que, em grande medida, até faz gala em sê-lo. Afirmações como "os políticos são todos iguais", "para quê votar", "A, B ou C são corruptos porque chegaram ao poder" são por demais comuns e transversais. Se, por um lado, têm um fundo de razão, por outro, são demasiado básicas e, sobretudo, servem de desculpa para assobiar para o lado.

O Português, quando se sente motivado, tem uma capaciadade fantástica para trabalhar, para evoluir, para contrariar as probabilidades e limitações. Mas falta-lhe o resto. O próximo passo para a evolução social - a participação.

A cultura da exigência deve começar em cada um de nós. E deve sêr coerente. O indivíduo tem que começar por ser exigente para consigo próprio e, a partir daí, ter idoneidade moral para exigir aos outros. Só que este é um caminho árduo, longo e, apesar de sêr essencial se queremos ter um país diferente, não é a solução imediata.

A comunicação social não tem ajudado. Tirando raras e honrosas excepções, a comunicação social têm-se pautado pelo encaixe basista e situacionista ao esquemazinho político-partidário vigente. Excluo daqui o Jornal de Negócios, que se tem pautado por uma objectividade e abrangência que vai para além do que o que o seu título poderia supôr. Gostei muito do trabalho do Sérgio Figueiredo e tenho igualmente apreciado muito o trabalho do seu sucessor, o Pedro Guerreiro.

Isto não são divagações. O nível de evolução de uma sociedade expressa-se em tudo. Nos seus representantes políticos, na sua comunicação social, na sua participação em actos eleitorais. Até nas suas representações sociais, quer sejam sindicatos, associações de pais, de consumidores...

Para que o país saia deste buraco é preciso haver uma verdadeira mobilização social. Ampla e abrangente. Com discursos políticos sérios, sensatos, transparentes. Impossível ? Só se se quiser. Nós temos os políticos que queremos. Ou os que quisermos.

Eu acredito que há pessoas com formação e capacidade para fazer melhor e diferente. Que não têm espaço político porque a própria sociedade não o permite. Um exemplo: as supostas regalias que os políticos usufruem deveriam ser restringidas ou ampliadas ? Se se fizer uma sondagem, a maioria dirá "restringidas". Como se o problema estivesse nas regalias e não nas pessoas.
Há quem acredite na causa pública, quem queira trabalhar para ela e por ela. E, enquanto cidadão, tenho que defender a criação de condições que permitam que quem se candidatar a fazê-lo, o possa fazer sem receios de outra ordem. A gestão da coisa pública implica lidar com múltiplos interesses e fontes de pressão e eu tenho que garantir condições básicas a quem a gere para o fazer com isenção, honestidade, seriedade e sentido de Estado. Só assim poderei exigir desses gestores.

Mas também tenho a obrigação de exigir! De acompanhar, de questionar! E isso poucos fazem!

Voltando à questão económico-financeira, creio que, para o curto/médio prazo só teremos uma solução de saída: a captação de investimento externo.
O consumo privado interno está em queda e irá permanecer deprimido durante os próximos anos. A capacidade de investimento do Estado é residual. Então, o que é que se poderá fazer ?

Olhando para Portugal do ponto de vista geo-estratégico europeu e mundial, temos algumas condições para o fazer mas teremos que implementar outras com carácter de urgência.
Neste momento, Portugal é uma ilha. Uma ilha constituída por uma faixa desenvolvida com pouco mais de 20 km de largura, com parcas e pouco eficientes comunicações para o exterior.
Neste momento, creio que seria estratégicamente fundamental a implementação urgente e sensata de uma rede de transportes focada para o transporte comercial que potenciasse o transporte marítimo. O país tem condições imbatíveis para competir a este nível e tornar-se na verdadeira porta de entrada/saída comercial da UE.
Investimento logístico em eixos estruturados assentes na bitola europeia e nos actuais portos nacionais atrairiam rapidamente investimento europeu nos mesmos.

Ao atraír investimento nesta área, potenciariamos, não só, o consumo interno por via da aquisição de produtos em território nacional por parte de empresas que criariam/deslocariam para cá unidades logísticas, como dariamos novo fôlego ao sector industrial na área da cosntrução/reparação naval.
Mais, atraindo essas empresas, seria um 1º passo para captar as atenções e interesse em start-ups nacionais.

Um 2º eixo seria a implementação de uma nova reforma agrícola. Que eu tenha conhecimento, ainda não foi efectuado nehum estudo credível, amplo e profundo sobre a aplicação dos fundos comunitários dos últimos 20 anos. Pessoalmente, eu gostaria de saber se os fundos permitiram um desenvolvimento estruturado das explorações agrícolas ou se apenas serviu como subvenção momentânea das mesmas.
Muita da nossa agricultura está mal concepcionada, mal orientada, ma dirigida e mal formada.
Uma reforma neste âmbito teria que começar pela formação de novos quadros e pela criação de uma verdadeira cultura empresarial. Mais importante do que produzir, é produzir bem e vender ainda melhor. Mais importante do que produzir bens agrícolas é saber até que ponto há espaço para a criação/suporte da transformação desses bens em produtos que aumentem o seu valôr.

Um exemplo: Portugal tem condições extremamente favoráveis para a produção na área florestal. Nomeadamente, frutos secos. Os países nórdicos são grandes consumidores de frutos secos. No entanto, quem se dirigir a uma superfície comercial do grupo Sonae, irá constatar que estamos a importar frutos secos dos EUA!
Agora, expliquem-me lá como é que é possível que um país, com salários mais elevados que os nossos, com custos logísticos associados enormes, consegue colocar cá produtos desta natureza no nosso mercado.

Essa reforma poderia passar pelo programa da bolsa de terras mas com uma estrutura, lógica e sentido mais profundos do que a declaração de intenções da Assunção. A idéia do Ministério é boa. Pena é que apenas se trata de um programa com moldes muito limitados, básico e, atrevo-me a dizer, condenado à inconsequência.

Isto são apenas pequenas considerações, muito pessoais. Até poderei estar profundamente errado no que afirmo e visiono. Não sei. Apenas sei que, actualmente, o que se está a fazer não chega e nem chegará. Está à vista de todos. Mas ninguém se mexe...

Cumprimentos
Garfield
« Última modificação: Março 07, 2012, 12:26 por Garfield »
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Offline fisher

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Caro luisp

A sua história é gira sim senhora.

Mas faz-me lembrar a conversa da treta dos políticos , a conversa da ilusão de que tudo está bem, sem estar.

Eu vejo a sua história assim:

O homem do hotel tinha uma divida de 100€ a alguém, mas o que é importante compreender é que havia alguém que lhe devia também os mesmos 100€, a prostituta.

Isto só funciona bem quando existe alguém que nos deve igual quantia àquela que devemos. Ora no caso de Portugal  , o Estado está falido , teso,  deve 220 biliões mas ninguém deve 220 biliões ao Estado .

Por isso esqueça, porque esta solução não funciona para a nossa divida . Para funcionar alguém teria que nos dever 220 biliões e ninguém nos deve nada, logo não funciona.

Isto é assim:
Faz de conta que o homem do hotel pediu um empréstimo ao estrangeiro que foi ao hotel .

 Com esse empréstimo de 100€ o senhor foi pagar a divida de igual valor e ficou sem os 100€ , e pronto que vai ter de pagar, mais tarde, os 100€ ao credor , o cliente estrangeiro.

Bom e se não tivesse receitas estava tramado porque teria que ir trabalhar para a estiva para ganhar os 100€, para pagar ao credor , estrangeiro.

E se não arranja-se emprego, e se não arranja-se o dinheiro ,não tinha outra hipótese se não pedir mais e mais emprestado até estoirar para pagar as dividas que  é o que fazem os chicos espertos deste País. Até tudo rebentar.

Mas este caso é muito diferente do que se passa na Grecia e neste País, porquê ?.
Porque neste caso houve um desfecho feliz porque o homem do hotel tinha dinheiro a receber de alguém tinha uma receita a receber de alguém , uma receita igual à despesa . Ou seja o homem tinha uma divida de 100€ mas por sorte não estava teso , não estava na bancarrota porque tinha dinheiro a receber de alguém devia 100 euros e tinha a receber 100€ de alguém , logo o resultado só pode ser zero. Como aconteceu.

O homem do hotel pagou a sua divida de 100 euros  ao talho com um empréstimo de 100 euros do estrangeiro e depois recebeu uma divida antiga da prostituta,  e com o recebimento deste crédito pagou o empréstimo e evitou a bancarrota, e tudo ficou saldado a zero.

Mas com a Grecia e com este País não é assim . A Grecia e este País não têm dinheiro a receber de ninguém como tinha o homem do hotel . Estes Países só têm dividas a pagar não têm crédito , não tem dinheiro a receber para equilibrarem as  dividas como tinha o homem do hotel, Pelo que neste caso não vai haver um final feliz, desculpe dizer.

Estes ,como os Gregos, não têm dinheiro , créditos a receber de ninguém só lhes resta a falencia onde já estão mergulhados e brevemente daqui por 3 anos quando a troika deixar de lá por dinheiro resta-lhes o incumprimento total a que vulgarmente se chama bancarrota ,não tenha dúvidas.

Não há qualquer semelhança entre a sua  história e a Grecia . Porque no 1º caso havia créditos a receber e no 2º caso, Grecia, não há créditos a receber.

Daqui por 3 anos não tem qualquer hipótese que não seja acreditar nesta dura realidade, infelizmente, e não é porque as pessoas sejam caloteiras é porque não têm com que pagar, nem empresas disponíveis , nem ordenados , nem reformas.

Daqui por 3 anos apenas temos um activo, de pouco valor, para os gregos  pagarem as dividas , são as  legiões de “escravos” desempregados, acredite nisto , infelizmente vai ser assim por burrice dos leaders!!

Agora é a Makro que vai fazer mais 1500 desempregados, depois outras empresas se seguirão e até vai ser o Proprio estado a fazê-lo também.

Os militares já levaram um aviso do chefe para se irem embora se estiverem descontentes porque não são precisos para nada.

E o pior vai ser quando as grandes empresas começarem a tombar e a fechar as portas. Sim porque as grandes empresas com custos enormes não vão ganhar para as despezas.

Veja os hospitais já não tem dinheiro para comprarem compressas. Estão tesos e já estão a fechar as urgencias.

Veja as escolas já estão a fechar.

Os tribunais já estão a fechar por todo o País por falta de dinheiro.
segundo os responsáveis pelo caos vão fechar entre a500 a 1000.

Bom depois sem tribunais para administrarem a justiça o caos deve instalar-se porque cada um começará a fazer justiça pelos seus proprios meios.

Os ourives quando são atacados pelos ladrões já se defendem despejando a pistola sobre os assaltantes, e isto pode pegar moda.

As freguesias estão a frechar por falta de dinheiro. Segundo os leaders deste caos, desta crise,  vão fechar 1500 freguesias.
 
Espere mais 3 anos e o País fecha e temos todos de emigrar como diz o homem que está a organizar todo este caos. Ele já disse qual a solução. A solução é irmos todos embora daqui é emigrar para o Brazil e Angola, mas isto é se nos quizerem lá.

Mas é preciso esperar mais 3 anos para chegarmos lá, para me dar razão,  e comprovar esta triste realidade infelizmente.

Caros amigos tudo isto é o rebentar da bolha , em linguagem bolsista é o Bear Market a chegar !!!

Cumprimentos e bons negócios
fisher
« Última modificação: Março 09, 2012, 18:18 por fisher »

Offline Speedy Turtle

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Caro Fisher

Desculpe mas vamo-nos centrar apenas num pormenor da discussão para sermos mais precisos.
Explique-me
Imagine você tem Receitas do Estado de 100
Mas tem depesas de 120
Como é que faz para pagar os 120 se apenas tem 100?

Cumps

Offline Sol Dado

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Caro fisher,

"Em 2011,  as necessidades líquidas de financiamento externo da economia portuguesa, medidas pelo  défice  conjunto das balanças corrente e de capital, situaram-se em  8.9 mil milhões de euros (5.2 por cento do PIB), mantendo-se a tendência de redução pelo terceiro ano consecutivo (gráfico 1), muito influenciada pela evolução do comércio internacional de bens"

http://www.bportugal.pt/pt-PT/Estatisticas/PublicacoesEstatisticas/NIE/Lists/FolderDeListaComLinks/Attachments/53/NIE_BOP_PII_Fev_2012.pdf

A situação, portanto, parece estar a melhorar...

Offline fisher

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Caro Sol dado

Antes de mais o meu obrigado pelo comentário.

Desculpe que diga mas o documento do BP está muito colorido  para o meu gosto, mas não serve para nada .

Não diz nada de importante e eu não acredito no que essa gente diz porque custumam só dizer coisa nenhuma de interesse.

Em vez de acreditar no que diz o BP, que não merece credito nenhum, porque é politico,  convido-o a acreditar apenas nos seus  próprios números, e nas suas contas.  Só esses números contam . faça voc^mesmo as contas para não ser enganado.

Veja que o BP foge como o diabo da cruz das questões importantes.  Para sabermos como vão as coisas  da gestão deste Reino de artistas, basta-nos conhecer  um indicador apenas ,para sabermos se  esta gente que alcançou o poder está a fazer bem ou mal, , ou se continua a não ter a mínima ideia do que é gerir uma economia seja ela domestica ou de Estado ,porque não tem qualquer diferença.

E basta-nos apenas saber se esta gente que alcançou o poder está a fazer bem ou mal , basta-nos saber se mesmo depois de terem entregues as nossas queridas empresas à Troika , basta-no saber se, mesmo com este artificio, a divida desceu ou subiu ???.  Esta é que é a verdadeira questão que interessa !!

Este é o melhor indicador que temos. Se estes governantes subiram a divida são uns incompetentes , se baixaram a divida então são gente muito inteligente e muito esperta, digna de grande admiração.

Será que desceram a divida ou subiram a divida  ???

Quanto a mim  não lhes reconheço qualidades nenhumas.  Quando vejo a assembleia da republica na televisão   , olho, olho, e não consigo ver gente inteligente , com classe, preocupada com o bem do povo. Vejo mais  um conjunto de rapazes novos que me fazem lembrar os bancos da escola, que discutem tudo menos o importante.  

Esta gente vai pôr este querido povo num buraco muito fundo ,infelizmente , porque são imcompetentes. Escreva o que lhe digo.

Mas para ser objectivo direi que não acredito nestes números do BP que considero não estarem certos ,porque ,veja bem , a divida nunca aumentou tanto como agora .  Dentro de algum tempo eles vão ter de pedir mais dinheiro emprestado O que prova que esta gente incompetente está a fazer tudo mal , tudo errado.

Veja no tempo do anterior governo a divida crescia 15 biliões ao ano uma estupidez , e ninguém foi julgado , ninguém foi responsabilizado por esta crise , por má gestão , como estão a fazer na Islandia, e muito bem . Faz dividas vai a julgamento por incompetencia, e má gestão. Assim é que devia ser como na Islandia e veria que começavam a ganhar juizo.


No ano passado tivemos um novo govervo que deveria resolver a situação e ainda fez pior . Vi recentemente na televisão que este governo no ano passado conseguiu ,veja bem  , subir a divida de 15 para 30 biliões num ano apenas, uma estupidez , uma incompetencia para gerir o dinheiro publico.

Veja bem esta incompetência , em vez de reduzirem aumentaram  !!!!!. Bom este ano quando chagarmos a Dezembro eu não preciso de ser bruxo para adivinhar que estes incompetentes em vez de reduzirem a divida vão aumentá-la novamente em mais 30 biliões certamente ,e assim por diante até isto estoirar de vez.

Veja andamos a ser governados por incompetentes e…..
Veja bem que um gajo que devia saber fazer contas de somar e subtrair ,só faz e diz asneiras, o das finanças. Veja este este moço farta-se de dizer que está a gerir tão bem que nunca mais vai precisar de pedir mais dinheiro emprestado porque os 80 biliões que a troika deu a este País, infelizmente ,chegam e sobram, um disparate !! . Isto é de uma incompetência atroz, que nem contas sabe fazer quem diz um  disparate destes.
 
Como é que é possível não pedir mais dinheiro  com esta gente a fazer asneiras e mais asneiras todos os dias . É claro que o dinheiro que a troika empretou não vai chegar para nada, e vai ter de emprestar muitos e muitos biliões se não quiserem que fechemos as portas.

Aposto com que quizer que vai ser assim, e vai ficar provado que são imcompetentes os que afirmam que este País não precisa de mais dinheiro emprestado.
 
Escrevam o que digo porque isto vai precisar de carradas de dinheiro até cair no fundo e rebentar de vez.

Só um homem honesto e inteligente poderia salvar este País do Pior.
O pior ainda está para vir . No fim de 2015 vão ver o que é a crise.

Caro Soldado já me alonguei de mais , as minhas desculpas. Mas enerva vermos estarem a destruir este povo tão bom  e não aperecer um salvador que ponha cobro a isto.

Era suposto que o Salvador da Patria fosse  o Rabit, mas já todos vimos que o moço não sabe nada , só sabe tirar feriados e dar empresas à Troika , coitado, como se a salvação estivesse no corte de feriados . Ao que chegámos ,tanto disparate.

Vai ver que cortaram os feriados para nada porque a crise com o corte dos feriados vai piorar, o desemprego vai aumentar.

Vai ver que o dinheiro da troika não chega para nada e vão ter que pedir mais quando diziam que não, o que mostra a sua incompetência e nem contas sabem fazer , uma tristeza.

Não se preocupem  porque o fundo está garantido. Não há neste País uma cabeça capaz de dar a volta a isto acreditem.

Caro Soldado está na hora  de se introduzir  na sociedade duas novas palavras , incompetentes , ou competentes,  um novo conceito , está na hora de introduzir o conceito de governantes competentes ou incompetentes. É aqui que está a questão .

Os incompetentes devem ser afastados ,e o dinheiro do povo só deve ser entregue aos mais competentes.

Antes de terminar uma palavra de admiração ao ministro Grego Venezellos , um heroi, que fez ajoelhar a Europa, A Troika , declarando a bancarrota há dias atrás,  e para que não parecesse mal  a Europa apressou-se a vir aos Media dizer  que os particulares ,bonzinhos ! resolveram não cobrar 100 biliões aos Gregos, resolveram oferecer 100 biliões como se isto tivesse alguma lógica .

E Venezello fez mais , não paga os  100 biliões e exigiu outros 100 biliões que nunca mais vai pagar certamente.

Uma jogada de mestre. Os meus parabéns a Venezellos . Quem nos dera termos um Venezellos aqui neste reino que nos defendensse em vez de andarem todos contentes a dar porrada ao povo  que não serve para nada para levarem o dinheiro do povo para a Troika.

Speed turtle
Eu depois respondo

nota: Isto é uma opinião pessoal . Quem quizer pode defender o contrário.

Cumprimentos e bons negócios.
« Última modificação: Março 19, 2012, 09:18 por fisher »

Offline fisher

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Diz o Speedy Turtle

Caro Fisher

Desculpe mas vamo-nos centrar apenas num pormenor da discussão para sermos mais precisos.
Explique-me
Imagine você tem Receitas do Estado de 100
Mas tem depesas de 120
Como é que faz para pagar os 120 se apenas tem 100?

Cumps


Caro SpeedTurtle

Desculpe só agora lhe responder , mas não tenho tido disponibilidade.

Mas não o posso deixar de fazer porque a questão que coloca é demasiado importante para ficar sem resposta.
Digamos que resumiu o que há de mais importante em qualquer acto de gestão.

Mas antes de mais vou responder-lhe com uma pergunta . Para lhe perguntar como é que responderia à sua própria questão:

se tem receitas do Estado de 100 , o que faz ? , aumenta a despeza para 120 ? , ou reduz a despeza para 80 ?, ou aumenta as receitas para 110, pergunto eu ?. Perguntei à minha mulher a dias , a Manuela, e a resposta dela é muito simples , e sensata , e conduz ao sucesso , e á riqueza do Estado, é a resposta  da minha mulher a dias , A Manuela , que depois de responder lhe digo qual é a resposta da Manuela e que representa a fação do povo mais inteligente.

Cumprimentos e bons negócios

fisher
« Última modificação: Março 21, 2012, 16:52 por fisher »

Offline Speedy Turtle

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Fisher

Eu fiz esta questão para tentar não desviar a conversa e centra-la num aspecto importante, que parecendo economia de merceeiro não deixa de ser importante. Isto para tentar discutir uma afirmação sua, quando diz que a troika o que quer é o nosso dinheiro, etc. etc. complicando uma coisa muito simples.
A troika está cá porque pedimos que ela viesse.
A troika empresta dinheiro a 4%.
Os nossos credores estão a pedir muito mais.
Temos que pedir dinheiro para pagar os excessos.
Então prefiro pedir dinheiro a 4% do que 10%.

Isso é o que pagamos 4%, podem ser muitos biliões, mas são 4 %.
Se pedirmos aos credores seguramente que seriam milhões a dobrar que teriamos que pagar.

Se decidirmos não pagar, vamos sofrer um reajuste muito mais doloroso que este que enfrentamos neste momento.

Cumps
 

Offline fisher

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Caro  Speedy Turtle

Antes de mais o meu obrigado pela resposta.

Vou responder objectivamente à questão que colocou:

Diz o Speedy turtly:
 “Imagine você tem Receitas do Estado de 100
Mas tem depesas de 120
Como é que faz para pagar os 120 se apenas tem 100?”


Como disse perguntei à minha mulher a dias, que mal sabe ler, e ela respondeu mais sabiamente que qualquer dr.,  ou economista deste País.

Então ela respondeu que se o estado tivesse receitas de 100 nãp poderia gastar tudo. Tinha de guardar uma parte para qualquer imprevisto.

Então ela diz que se tem receitas de 100 não faz despezas de 120 , e se alguém o fizesse devia ser preso porque o dinheiro não é deles , é do povo.  

Então ela acrescenta que se a receita  fosse de 100 gastava 80 e ficava com 20 que punha no cofre.

Espectacular ! . conhece algum dr. ,ou economista do governo com esta inteligência ? eu não conheço. Estão todos muito abaixo do nível intelectual da Manuela com a 4ª classe apenas.

Ela é que devia ser 1ª ministro e eles é que deviam trabalhar a dias porque não têm inteligência para mais.

E pronto Speedy turtly está respondido pela Manuela ,e eu faço minhas as palavras dela.

Uma mulher muito mais inteligente que qualquer 1º Ministro dos últimos 30 anos.

Eu só acrescentaria mais uma coisa , eu só acrescentaria que poupava 20 e organizaria os negócios do estado , a economia , para subir  a receita de 100 para 120 , o que é muito fácil como já tenho dito.

Como vê é tudo muito fácil. Bom se ela fizesse a asneira de fazer maior despeza que a receita então punha o País na bancarrota tal como se encontra presentemente.

Como vê governar um País nâo tem nada de especial . É até mais fácil do que governar uma casa de família porque os recursos e meios são outros.

Por fim , Permita-me que acrescente o seguinte :
Há dois dias eu disse que o moço que está nas finanças nem  contas sabia fazer porque afirmava não ser preciso pedir mais dinheiro emprestado  quando as contas dizem que o dinheiro que temos não chega nem para mandar cantar um cego.

Pois bem infelizmente mais uma vez eu tive razão , ficou provado que o moço nem contas sabe fazer, porque noticiava, hoje, a televisão que ele resolveu, hoje ,estender a mão à” misericordia” , dos mercados financeiros,  e pedir emprestados mais cerca de 3 biliões , uma loucura para nós todos pagarmos, infelizmente ,as suas asneiras e burrices.

Até me custa acertar tanto e ter tanta razão ,infelizmente para todos nós. E o pior está para vir , pode escrever .

Cumprimentos e bons negócios
fisher

« Última modificação: Março 22, 2012, 18:24 por fisher »

Offline fisher

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Caro speedy turtly

Respondi à questão que colocou .

É sem dúvida uma questão da maior importância  e da sua resposta depende o sucesso ou a desgraça de qualquer gestão .

Eu respondi que numa receita de 100 faria uma despesa inferior , digamos de 80, nunca de 120 , só se fosse irresponsável criminoso.

Gostaria de saber se acha que a resposta está certa ou errada dado que é de capital importância para qualquer gestão , pessoal , do país , do Mundo etc..

O que acha  ?

Acha que, como Sócrates disse há dias na televisão, que devem ser feitas dividas mas  não devem ser pagas ?, deveria ter receita de 100 e fazer despesa de 120 ou mais ? .

Acha que isto de ter receita de 100  e fazer despesa de 120  é um acto de boa gestão , ou um acto criminoso ?

O que acha? Acha que isto leva ao sucesso ou á desgraça ,  á dependência e bancarrota ?

O que acha ?

Cumprimentos e bons negócios

fisher
 .
« Última modificação: Março 25, 2012, 08:49 por fisher »

Offline areis1

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Boa noite
Sem me querer intrometer na discussão julgo oportuno deixar duas ou três notas aos caríssimos subscritores anteriores:
1- A dívida, quando fator incremental do investimento é positiva na mesma quantidade do retorno que cria. Nestes termos, quando a dívida é criada com o objetivo de criar valor, será o retorno criado a mais valia que pagará a mesma dívida. Se o retorno falha, convém ter um plano B. Pode gastar-se 120, 100 nossos e 20 de dívida, com o objetivo de criar valor dos 20 investidos. Contudo tem que ser acutelado o pagamento em caso de retorno nulo. Nesse caso é bom ter capacidade de reduzir sa desas para baixo dos 100 (receita máxima), criando poupança que pague a dívida em alternativa. Se não fôr necessário, aumenta a capavcidade de investimento sem dívida ou a garantia para mais dívida. Neste caso Fisher e a sua mulher a dias estariam meno ricos no futuro mas também menos pobres.
2- A dívida para pagar despesas correntes leva ao sobreendividamento, pela não criação de valor acessório. Nestes termos, a espiral de dívida (para as despesas correntes e para o exercício da dívida) levam obrigatoriamente à falência. Até aí tem razão Fisher e a sua mulher a dias. Não se pode gastar 120 se só se tem 100.
3- Não querendo defender a frase de Sócrates, por muitas razões, deve ser entendido o conceito do exercício da gestão da dívida. Se um país num determinado momento pagasse toda a sua dívida descapitalizaria o país provocando o mesmo efeito que existe hoje nos bancos nacionais: têm dinheiro mas não o podem usar senão entram imediatamente em falência por falta de liquidez. Nestes termos é de entender a frase, pois a dívida soberana, como um todo, normalmente vai sendo paga mais ou menos conforme vai sendo contraida nova dívida. O segredo está em criar menos dívida do que a que se acumula, permitindo um exercício mais fácil no futuro. Ou então garantir um crescimento de valor real (receitas líquidas) que compense a maior dívida. Nestes termos, usa-se a dívida como amortecedor do ciclo económico. O problemas são os desvairos dos nossos gestores ou políticos. Nestes termos, a dívida soberana é paga (Sócrates errado) mas nunca é rtoda exaurida (Sócrates certo). Aliás é nesta base que se entende ó conceito de dívida perpétua.
4- O mundo ocidental contemporaneo assentou o seu crescimento económico no paradigma que as gerações futuras podem sempre pagar mais facilmente a dívida que a geração atual. E tem sido verdade, se não fossem os desvairos. No entanto este paradigma está a mudar porque os custos de produção são cada vez mais altos e as margens de crescimento real menores. Não num país mas em todos ao mesmo tempo. Este efeito de globalização era suposto criar riqueza mais dsitribuida mas está também a criar permeabilidade ao empobrecimento  em cadeia. Por isso quando a China espirra, a Europa adoece. Mas quando a Europa cresce, a China cresce muito. É como a sobrealavancagem...
5- Por ultimo, a divida paga-se. De uma forma ou de outra. E se estamos insolventes, vamos pagar mais. Paga o corpo quand a a cabeça não tem juizo.
Mas não é a Troika que nos meteu nisto. Fomos nós todos, aliciados pelos nossos dirigentes. Fomos nós que assinános contratos que não podiamos pagar, entrando sistemanticamente em espiral. neste caso, apenas mais díviad permite ganhar tempo. E a partir daí manda quem tem dinheiro. Só pode ser orgulhoso quem não deve, assim se dizia na minha terra. A falência teria custos superiores decerteza. Verifiquem-se as contas da Argentina. Para nós a a Argentina é mais do nosso modelo que a Islandia. Infelizmente. Senão poderia concordar com o modelo de insolvência.
Em súmula. A dívida em envestimento produtivo é positiva.
A dívida para despesas correntes é a desgraça.
A divida soberana paga-se mas nunca se salda.

Dada a discussão deste tema, julguei oportuno juntar estas notas.
Obrigado a ambos pela discussão salutar e desculpas pela intromissão, se assim o considerarem.
E bons negócios.

AR
« Última modificação: Março 27, 2012, 21:42 por areis1 »

Offline Speedy Turtle

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Caro Fisher

Em relação à minha pergunta, acho que mais uma vez fugiu à resposta com muita habilidade. Não respondeu ao que faria no quadro que eu “pintei” mas preferiu antes “pintar” um quadro à sua maneira. Mas tudo bem!

Quanto ao Amigo Areis1, basicamente estou de acordo com ele, apenas num pormenor não estou em sintonia “Fomos nós todos, aliciados pelos nossos dirigentes.”, já que as responsabilidades não são iguais.

Gostava apenas de sublinhar o seu ponto 4 e acrescentar mais umas coisas.
Actualmente temos o ocidente que sustenta o estado social do povo e depois o oriente que não tem essa preocupação. Como estamos num mercado globalizado, todas estas diferenças vão ter que se atenuar. Caminharemos no sentido de um equilíbrio, os Chineses e os Indianos vão ter que melhorar a qualidade de vida das suas populações e o ocidente vai ter que diminuir a sua qualidade de vida. Na generalidade eles vão enriquecer e nós vamos empobrecer.

Resta saber o quão árduo será o caminho a percorrer para nós, ocidentais.
Julgo que a crise das dívidas soberanas tem a sua origem neste problema.

Depois, temos o desenvolvimento tecnológico que ciclicamente vai extinguindo postos de trabalho.

Daí que o futuro não me parece risonho, é tempo de acordar para esta dura realidade.

Temos que ser organizados, gerindo muito bem os nossos recursos e trabalhando sempre com estratégia. E não embalarmos nestas politiquices em que um puxa para a direita e o outro para a esquerda e não saímos do mesmo sítio.

Cumprimentos a todos

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