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Elementos Raros - Hype ou Oportunidade? - Artigo de Opinião
Por: Paff (0) em 2011-02-14
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Artigo visto 2689 vezes | Acesso Livre

 

Elementos Raros - Hype ou Oportunidade?


Nos últimos tempos a imprensa da especialidade tem vindo a referir uma nova tese de investimento relacionada com a questão dos metais raros. Vou tentar neste breve texto elucidar um pouco acerca desta problemática. Quais os desafios com que se confronta, quais as oportunidades e de que forma o investidor comum poderá delas retirarem o melhor partido.

Os elementos raros (REE’s) são constituídos por 17 elementos, 15 dos quais pertencentes ao grupo químico dos lantanídeos, bem como outros 2,  o escândio e o ítrio. Em boa verdade, qualquer um destes elementos não é particularmente raro por si, podendo inclusivamente ser encontrado em diversas partes do nosso globo. O problema relaciona-se com a dispersão dos mesmos, sendo que que boa parte destes aparece como um sub-produto de metais e elementos mais comuns, como o ouro, o cobre, entre outros. Ora, devido há complexidade e ao elevado custo que o processo de separação destes mesmos elementos tem, há algumas décadas atrás boa parte das minas que a isso se dedicavam foram extintas, deixando a actual extracção e refinação dos mesmos entregues a um monopólio.
Todo este interesse nestes materiais surge do facto de eles, embora não constituindo o fundamental dos produtos para os quais são utlizados, são uma peça incremental e fundamental do processo produtivo dos mesmos, conferindo-lhes as características únicas que estes mesmos produtos têm. A tabela seguinte sumariza as principais aplicações destes elementos.



Segundo Departamento de Energia Norte-Americano, a produção mundial cifra-se actualmente em torno das 124.000 toneladas, ao passo que a procura é de 134.000. A diferença é colmatada por reservas existentes de extracções anteriores. Prevê-se que em 2012 a procura suba para 180.000, isto é, um crescimento de 35%. As probabilidades que a oferta consiga acompanhar a procura a breve prazo são tidas como improváveis, embora existam diversos projectos relacionados com a abertura de novas minas. Infelizmente, desde a descoberta de solos passíveis de serem extraídos até ao momento em que a mina esteja pronta a produzir pode, em alguns casos, demorar uma década. Não é portanto de estranhar que os preços destes elementos seja alvo de tão forte especulação.





- O CASO DA CHINA

Tal como já tinha referido, a produção e refinação destes elementos encontra-se sob o domínio monopolista, não de uma empresa, mas de um país. A China, embora se estime que possua apenas 36% das reservas globais destes elementos, é actualmente responsável por 97% da produção. Mas, ainda mais importante do que isto, não existe actualmente fora do território chinês uma única fábrica onde todo o processo de refinação possa ser efectuado (no caso dos elementos pesados). Significa isso que, mesmo que um conjunto de novas minas sejam inauguradas em locais como o Canadá, E.U.A, África do Sul, Rússia, etc, todas estas minas continuarão dependentes do know-how chinês para poder tirar o devido partido destes componentes. O próprio Departamento de Energia admite que os E.U.A não dispõem da tecnologia necessária para criar uma destas fábricas, sendo portanto imprescindível que medidas urgentes sejam tomadas. Estes elementos raros dividem-se entre elementos leves e pesados. Os pesados, sendo os mais difíceis de conseguir, são naturalmente os mais procurados e, claro está, os mais onerosos de obter. Para se ter uma ideia, são necessários cerca de 50 tanques repletos dos mais diversos químicos para efectuar a separação dos elementos leves. Isso, por si só, demonstra a complexidade do processo. Tal como alguns analistas referem, os elementos raros não são uma commodity, pois a sua produção acontece quase por encomenda. Ah, já agora, no caso dos elementos pesados o número de tanques necessários aproxima-se do milhar!

A grande notícia do último ano foi no entanto divulgada pela administração chinesa, que imporá uma restrição nas exportações, alegando motivos ambientais e de satisfação da procura interna. Algumas fontes dizem mesmo que em breve, a própria China passará a ser importadora no que aos elementos raros concerne. Dá bem para imaginar o impacto que isso terá nos preços destes elementos. É fácil de perceber que a China pretenda com isto, por um lado acautelar as suas reservas que não são assim tão gigantescas, e por outro, concentrar a sua exportação em produtos acabados com maior valor acrescentado, não se importando para tal de importar a matéria-prima de outros países.

- COMO INVESTIR

A primeira questão a colocar-se é: será que vale a pena investir?
Muitos analistas referem que este mercado é ainda muito residual e que, boa parte das empresas que se movimentam, têm neste momento avaliações muito acima dos resultados que efectivamente apresentam. Na verdade, em 2014 todo este mercado valerá em torno dos 2 mil milhões de dólares, o que, convenhamos, não é nada de por ali além face a todo o hype actual. Bom, é de facto verdade, mas deixo também outra questão: será que, em face dos problemas de oferta e procura que se avizinham, o potencial de valorização desta indústria não é enorme.
Outros analistas afirmam que o total de novas minas que nos próximos 2 anos entrarão em laboração irão permitir que esta questão fique desanuviada. Esquecem-se contudo que existe uma grande heterogeneidade de oferta dentro do espaço dos elementos raros, sendo que mesmo em 2015 se prevê que a oferta de alguns continuará a ser deficitária. Convém também não esquecer que mesmo que muitas destas minas consigam satisfazer a crescente procura, continuará a manter-se o importante problema da refinação, e da falta de alternativas que aqui se apresentam.

A melhor e mais segura forma de investir neste domínio passa pelo ETF recentemente criado, o Market Vectors Rare Earth/Str Metals (REMX). Este é composto pelas principais empresas a nível mundial, sendo bastante diversificado geograficamente. 

Para quem pretende algo mais específico existem várias possibilidades dentro dos mercados norte-americanos. A Avalon (AMEX: AVL), que recentemente adquiri no portfólio Ubik Investments, é uma empresa canadiana que tem como principal vantagem (a meu ver) o facto de estar a explorar uma mina uma vasta concentração de elementos pesados. Além disso não tem grande dívida de monta e parece estar em boa posição competitiva.
 
A Molycorp (NYSE: MCP) é uma empresa norte-americana, talvez a mais conhecida da indústria, é a única a operar nos E.U.A. Apresenta ainda resultados negativos.

A Thomson Creek (NYSE: TC), embora se dedique à extracção do Molibdênio, que não sendo um elemento raro, mas um metal de transição, se insere num grupo de outros metais tidos como críticos para a economia actual, tais como o lítio, o cobalto, o manganésio, entre outros. A empresa, ao contrário de todas as outras, apresenta resultado positivos, tem já uma dimensão apreciável, e parece-me ser um opção muito interessante a considerar. Julgo que uma entrada em torno dos $12, próximo da EMA 50 deverá ser a melhor opção a curto-prazo. 



Obrigado pela vossa atenção,

Paff





Nota: os comentários apresentados são meramente artigos de opinião do autor, não devendo em nenhuma circunstância ser entendidos como recomendações de compra, de venda, de sugestão estratégica ou de aconselhamento financeiro.

 

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VanEck Rare Earth and Strategic [REMX]
Cotação: 68.86 -2.11 (-2.97%)
Max-Min 52 Semanas: N/A - N/A
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Capitalização Bolsista: N/A
EPS [EPS-est]: N/A [N/Ae]
PER [PER-est]: N/A [N/Ae]

Gráfico de intraday:
Existem Gestores activos em REMX na Plataforma de Portfolio Managers:
Existe 1 Posição Fechada em REMX
Estas Posições são monitorizadas na plataforma e podem ser acompanhadas pelo público desde o momento de entrada ao fecho de posição
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